terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O apogeu de Péricles.

- Há poucas oportunidades de se libertar, e o amor é difícil de notar. -

Já não me lembro bem quando as coisas começaram a me preocupar, quando comecei a me proteger do sol, ou quando passei a temer o álcool e o tabaco, mas tenho claro em minha mente o exato momento em que tudo isso ruiu, o momento em que me tornei livre.

- Entrei, os livros já começavam a pesar em minhas mãos e no meu rosto já se entrevia os efeitos de uma caminhada para um sedentário.

-Pode deixar os livros ali. É perto não lhe disse?! Tive um longo dia, acho que mereço beber alguma coisa. Aceita?
Sim, claro!

Sentou-se ao meu lado. O mundo parou, mostrando-me com incrível clareza o momento em que caia todas as leis e obrigações. Caíram os muros que cerceavam minha liberdade. Minhas pupilas dilatavam-se e meu corpo deleitava-se.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Circus Maximus

Algo que vem me preocupando é a vulgarização dos celulares. Especificamente, daqueles dotados de câmeras. Não fosse ruim o bombardeio diário a que estamos sujeitos das ondas emitidas pelos nossos milhões de aparelhos, ainda corremos o risco de sermos flagrados em situações constrangedoras e, por que não dizer, comprometedoras.

Muitos dos pensadores modernos têm se preocupado com a questão da perda da intimidade. Os mais liberais, temem que essa quebra de privacidade se dê por meio do Estado, que é quem teria mais interesse em cercear nossas liberdades individuais, gerando assim uma população cada vez mais controlada, voltada aos interesses estatais, à produtividade e coisas afins. Bem, é uma forma cômoda de se pensar, apesar de assustadora. É o que vemos em “1984”, do Orwell. Uma visão terrível sobre a absoluta perda de liberdade, incluindo dos pensamentos e dos próprios sentimentos. Embora o livro nos dê a sensação de que o Inimigo é invencível, ainda assim é um inimigo, alguém a quem odiar, contra quem reunir forças e lutar, erguendo-se em um motim com um grito de liberdade nos lábios e paus e pedras na mão. Ainda que os revoltosos morram, eles lutaram.

Em “Mindscape of Alan Moore”, o protagonista, autor de “Watchmen”, “V for Vendetta”, “Hellblazer”, entre outras grandes obras, diga-se de passagem, conta que, em uma de suas histórias, criou uma Londres futurista em que uma há câmera em cada esquina, observando os cidadãos. Rindo, ele lembra que as autoridades acabaram gostando de sua idéia e que, hoje, Londres já vive essa realidade.
Ainda assim, é o Estado como antagonista.

O que me preocupa não é o Estado, mas os cidadãos. Cada um de nós é um espião em potencial, carregando nossos celulares com 5.0 megapixels de ???, prontos para, a qualquer flagrante, posicionarmo-nos como verdadeiros documentaristas, captando cada segundo da vida alheia.

Se um Inimigo é difícil de ser atingido, imagine milhões de inimigos. Parte da força do Big Brother vinha justamente da traição entre os cidadãos, ninguém estava seguro, nem mesmo dentro de seus lares. As crianças eram as piores, a cada comportamento suspeito dos pais já havia uma denúncia. E o que as crianças poderiam considerar suspeito senão todo um universo de coisas desconhecidas e ainda incompreendidas. Qualquer coisa, enfim.
Não havia lei no Estado absoluto de Orwell. No entanto, tudo poderia ser considerado crime. E era. Não sei se estamos seguindo este caminho, se o futuro que nos espera é justamente o sombrio e cinzento mundo em que Winston Smith aprende a amar o Estado, seu Grande Irmão.

E por falar em Grande Irmão, não posso deixar de mencionar o programa homônimo. Que aquilo é uma idiotia e que seus participantes são atores fingindo intrigas e polêmicas é desnecessário lembrar, mas quantas pessoas assistem aquele programa? Quantas pessoas obcecadas para saber o que se passa na vida de desconhecidos, sendo que sua vida está acontecendo bem ali nesse mesmo momento. Embora o telespectador não perceba , sua vida não fica suspensa durante o programa, mas é desperdiçada, enquanto seu cérebro, este sim, permanece em Stand-by.

Agora, cada um desses “espiadores” tem uma câmera em seus bolsos, prestando atenção em cada detalhe de seus companheiros de labuta diária. Um espirra torto e já aparece no Youtube. Outra é flagrada sem calcinha, bêbada, fazendo sexo com seu novo namorado ou com um cara que acabou de conhecer.

Moral à parte, nada vale a perda da intimidade, que acaba levando à perda da liberdade. Não quero ter de me preocupar em aparecer no Youtube exercendo meu sagrado direito de cometer erros.

E, por fim, embora haja muito mais, qual o interesse nessa popularização das câmeras? Conspiracionista, acredito que é realmente interesse do Estado nos manipular para que, crendo estarmos no exercício maior de nossa liberdade, entreguemo-la em uma bandeja de prata. Claro que eu não tenho coragem de dizer isso em voz alta, nunca se sabe quem pode estar ouvindo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Guy Fawkes

"Remember, remember the fifth of November,
Gunpowder, treason, and plot,
I know of no reason why the gunpowder treason
Should ever be forgot.
Guy Fawkes, Guy Fawkes, ’twas his intent
To blow up the King and Parliament.
Three score barrels of powder below,
Poor old England to overthrow;
By God’s providence he was catch’d
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, make the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
Hip hip hoorah!
A penny loaf to feed the Pope.
A farthing o’ cheese to choke him.
A pint of beer to rinse it down.
A faggot of sticks to burn him.
Burn him in a tub of tar.
Burn him like a blazing star.
Burn his body from his head.
Then we’ll say ol’ Pope is dead.
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah hoorah!"

Que nossa causa nunca se torne perdida!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The Thrill is Gone

A bebida cor-de-mel tinha o gosto amargo da perda. Sentia-se mergulhado até o pescoço naquele copo fundo que lhe devolvia o olhar, zombeteiramente.
Seus olhos se encheram de lágrimas, nem tanto pelo efeito do álcool lhe rasgando a garganta quanto por ter perdido a mulher que amara. A única. A mulher com quem achara que poderia ser feliz.
Era um tolo, ponderou, se antes pensava ter idéia do que era a infelicidade. Seus olhos, incongruentes, buscavam fixar-se em algo no bar escuro, mas em vão, os clientes aleatórios entravam e saíam a uma velocidade alarmante. Bêbado como estava, tampouco conseguia entender uma palavra do inglês carregado do lugar. Para todos os efeitos, estava cego e surdo. E seu paladar estava amortizado pela nicotina e pelo álcool.
Tentou se levantar. Fraco, caiu com um baque de volta ao lugar, protegido apenas pelo encosto de madeira do banco, em que se apoiou com o braço. A mão livre segurava o cigarro.
Com o impacto, sentiu o mundo balançar enlouquecido. Algo naquela inconsistência toda fazia sentido. Riu o riso dos ébrios, de si mesmo, das pessoas, da vida...e dela. E virou um moribundo novamente.
Os cabelos castanhos não lhe saíam da mente. A voz alegre, sonora, que lhe aquecia. Os olhos, profundos e gentis, era do que mais sentia falta. A forma como eles lhe buscavam, pareciam tão sinceros, tão puros. Ela era alta, quase da sua altura, e magra, o contrário da forma das mulheres que normalmente lhe atraíam. Podia ouvi-la, zombando dele, humilhando-o.
Mas, ela não havia feito isso. Era o que ele mais queria. Um motivo a mais para odiá-la.
Ele podia ouvir os passos. Seus passos, ecoando no apartamento escuro. Estava animado, seu coração batia agitado, ansioso por vê-la. Não podia se conter, pois há muito não se viam. Ele ficara fora por quase um mês, escravo do maldito contrato, em que pensara como um caminho para seus sonhos, mas que, percebia, conduzia-o na direção contrária. Cada vez mais para baixo.
Pensou em seus amigos, os outros Evangelistas. A imagem que possuía deles em sua mente estava distorcida, borrada. Quase podia senti-los mudando, transformando-se em outros, estranhos, distantes. Estavam cada dia mais distantes, mais estranhos uns aos outros. Menos ele, Marcos. Era uma montanha, imutável, fechado, uma alma isolada.
Alma. Não acreditava em alma, em espírito, em Deus ou no Diabo. Só havia um diabo no que lhe dizia respeito. E possuía lábios inacreditáveis. Lembrou-se de como Paulo misturava essas coisas abstratas de uma forma tão coerente que quase o fazia acreditar. Senão, fazia-o pensar em como o rapaz convencia tantas garotas de que aquilo tudo era a verdade. Pensava se, não fosse sua aparência de “anjo do rock”, as garotas cairiam tão facilmente naquela conversa.
Lembrou-se do pai que não conheceu. Imaginou-o vestido em um terno preto, andando por um corredor escuro, o som de seus passos ribombando nas paredes, o coração acelerado, o cigarro aceso na ponta dos dedos. O rosto diante do espelho, o seu rosto. Ele havia se tornado sua própria figura paterna, adentrando o interior de sua mente, o som do baixo em que se tornavam as batidas cardíacas. Seus cabelos, feitos de sombra, ocultando seus olhos feitos de fogo.
O fogo da ponta de seu cigarro, as cinzas. No final, o cigarro era a metáfora suprema para a vida. A partir do momento em que se acende, ela vai se esvaecendo, espalhando-se pelos ventos, e tudo que resta é uma necessidade de mais, de ter tido mais. E as cinzas. E a fumaça que empesteia o ambiente, dando aos outros a ligeira sensação de que algo passara por ali.
A angústia lhe possuía. Não conseguia mais se lembrar dEla. A imaculada visão de como era quando se conheceram. Não se lembrava mais dos momentos de amor, a amizade que possuíam. Tudo estava envenenado. Só o rosto avermelhado e marcado de suor lhe vinha à mente.
Quando saiu do corredor, abrindo a porta do quarto dela, no apartamento em que compartilharam por tanto tempo, encontrando-a, sob a luz das chamas que queimavam velas, sob um corpo masculino, em um ritual tão antigo quanto a própria vida. Ele a observou por um momento que durava séculos, em silêncio, semi oculto pelas sombras.
Naquele momento, o homem mais solitário que já existiu, ele os ouvia, as respirações pesadas, seus suspiros e oaristos. Naquele momento, ele sentiu uma parte de si morrendo. A parte que ele havia descoberto a tão pouco tempo, um pedaço de que se descobrira gostando, admirado de que existisse. Uma parte que mostrava aos amigos, sem medo das brincadeiras, da reprovação, e que se acostumara.
Não há palavras. Apenas um homem, e digo isso sem sexismo, sabe o que é imaginar o ser amado nos braços de um outro homem. É algo que atinge todo o instinto do gênero masculino, afetando os milhares de anos de existência sobre a superfície inóspita de nosso planeta. Algo imanente à nossa condição.
Vê-la daquele jeito...
Ela o percebeu. Seus olhares se encontraram e , por um momento, ela não pareceu surpresa. Nem pareceu se importar, ela estava sendo ali e ele, simplesmente, estava ali. Lá, mundos de distância dela e de seu amante. E aquela visão, aquela profanação da imagem que ele criara dela, o assombraria durante o resto de sua vida.
Um homem, negro, o cabelo raspado rente ao crânio, os lábios grossos, de onde pendia um cigarro de palha, magro e de aspecto doentio lhe observava. Seus olhos negros envoltos em uma poça amarelada, seca.
O homem sorria e falou com o uivo de um coiote.
-Agora, você tem o Blues.
Então, Marcos acordou, o pescoço dolorido, caído com a cabeça sobre a mesa. Sentiu-se enjoado e tonto. Com as mãos em sua nuca, estava Lucas, seu parceiro e melhor amigo, o homem com quem dividia os sonhos e uma ligação de quase fraternidade.
-Vamos para casa, Marcos. Você precisa sair desse lodo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Julgamento Final -Audiência de Instrução e Julgamento

Abraxas se aproximou. Em sua mão, um calhamaço de folhas brancas.
-Bem, sua audiência será em duas horas.
-Já era tempo. Faz quase dois anos que eu estou esperando.
-Bom...dois anos aqui não são nada comparados ao que poderia estar passando no Inferno.
-Isso é verdade.
-Não perca a esperança.
As duas horas seguintes se passaram entre explicações de praxe sobre a ordem dos ritos, sobre o que deveria ser falado e as reações que o finado deveria esperar.

Por fim, um anjo com uma trombeta os chamou e eles entraram num grande salão. Diante de uma mesa de mármore, um anjo com três pares de asas os observava.
-Abraxas!
-Auriel! Que prazer em vê-lo.
-Temo não poder dizer o mesmo, meu Irmão.
-Ora, ainda ranzinza! Não sei como podemos chamar isso de Paraíso, com pessoas de humor tão ruim.
-Dispense-me de seu falatório, Advogado. Traga-me o pecador.
-Ele está aqui – e voltando-se para o falecido – não deixe que o mau humor dele o perturbe.
-EU NÃO ESTOU MAU HUMORADO, ADVOGADO. Hum...bem, prossigamos. Sr. Afonso?
-S-sim, meretíssimo.
-És culpado por inúmeros pecados. O que diz antes da Condenação?
-Protesto, Auriel.
-É claro que você protesta, Abraxas. Qual a causa, desta vez?
-Você já condenou o pecador!
-Claro que sim. Os pecados foram testemunhados por Nosso Senhor. Haverá alguma dúvida sobre a existência deles?
-Claro que não. Mas há as discriminadoras, as excludentes...a Bíblia está repleta delas.
O anjo passou as mãos sobre os olhos.
-E você vai invocá-las, Advogado?
-Claro que sim. Todas elas.
-Céus. Apresente sua impugnação, Advogado.
-Aqui, Auriel – e jogou o calhamaço sobre a mesa.

O anjo pegou-o. Basicamente, era uma cópia dos autos de acusação, mais centenas de citações bíblicas específicas para cada pecado e sobre o Perdão Divino e sua Importância. Mais menções a filósofos humanos que contradiziam a existência do livre arbítrio, menções ao Determinismo, questionamentos divinos. A preferida de Abraxas era uma analogia com o contrato social de Rousseau, em que afirmava que a Aliança era um contrato propriamente dito e que, Deus, ao permitir a fome, a violência, a corrupção, as mortes, a desigualdade, estava descumprindo Sua parte no Contrato, o que tornava inexigível que os humanos, no caso o Cliente Afonso, cumprissem a sua parte.
O sorriso cresceu no rosto do anjo caído. Auriel ergueu os olhos para o Céu e seu rosto de Iluminou.

-REGISTREM-SE NOS AUTOS A APRESENTAÇÃO DA IMPUGNAÇÃO. O CÉU APRESENTARÁ A TRÉPLICA. ADIE-SE O JULGAMENTO. INTIMEM-SE AS PARTES. Estás dispensado, pecador.
-E agora?- perguntou o homem.
-Agora, nós esperaremos- respondeu-lhe, sorrindo o Advogado.

domingo, 4 de outubro de 2009

Julgamento Final

-Sr. Afonso?
Estava na fila há quase dois anos e acabou surpreendido pela voz angelical que lhe falava.
-Sim?
-Senhor, estamos analisando seu processo. Aqui estão seus pecados, se o senhor fizer a gentileza de aguardar, chamá-lo-emos para que venha se defender.

As palavras foram acompanhadas por um grosso volume de capa avermelhada, com dourados caracteres garrafais: PECADOS.

-Deve haver algum engano...
-Engano nenhum. Nós nunca nos enganamos.
-Mas, aqui estão meus pecados, certo? Eu não posso ter cometido todos esses pecados! E os meus atos de bondade? Onde estão?
-O senhor morreu com sessenta anos. É muito tempo para que um humano cometa pecados. Neste volume estão todos os seus pecados remanescentes, já descontados seus atos de bondade genuína. Claro que não contamos aqueles que o senhor praticou pensando somente em si mesmo.
-Mas...
-Por gentileza, senhor. A fila é grande. Não posso me demorar mais. O seu caso será Julgado daqui a algum tempo.

Tempo. Perguntou-se quanto tempo mais ficaria ali naquela antecâmara. Por um lado, lembrou-se de que não tinha mais nada para fazer e que Eternidade é muito tempo. Afastou-se da fila e sentou-se em uma grande poltrona dourada.

Capítulo I: Infância

4 de Abril de 1953, 18 h e 51 m: Apanhou um brigadeiro da mesa, desobedecendo sua mãe, no aniversário de seis anos de seu irmão mais novo.
4 de Abril de 1953, 19 h e 14 m: Colocou a culpa no irmão.
4 de Abril de 1953, 19 h e 16 m: Riu do irmão, que chorava após ter sido, injustamente, repreendido.

Foram-se quase dois meses e o detalhismo dos fatos narrados só não lhe aborrecia mais do que o incômodo que suas costas sofriam ao serem pressionadas contra o acento dourado. O ar era fresco demais, as pessoas eram silenciosas demais graças a um grande aviso gravado em uma placa de ouro:

SILÊNCIO NA ANTECÂMARA: OS PECADORES TERÃO A ETERNIDADE TODA PARA SE LAMENTAR.

Aquele devia ser o purgatório. Mas, não era. Para todos os efeitos, ele ainda estava no Céu

Um homem em um terno escuro se aproximou. Estava empecável, alinhadíssimo. Os cabelos engomados e penteados para trás, realçando o discreto par de chifres avermelhados que lhe brotava, elegantemente, da testa.
-Sr. Afonso?
-Pois não? Vão julgar meu caso?
-Lamento, creio que ainda têm muitos outros antes do seu. Permita que eu me apresente, sou Abraxas, advogado.
-Eu não pretendo usar um advogado agora, senhor. Receio que não haja meios de safar desta. Não poderia engambelar o Senhor.
-Certamente que não, mas olhe, há muitas brechas na Lei. A Bíblia toda está repleta de casos de pessoas que contornaram rígidas posições. Algumas com Sua benção. Acredite. Não posso te prometer o Céu, mas o livrarei do Inferno.
-Sei, e o que você ganha com isso? Minha alma?
-Exatamente.
Ao ver o espanto no rosto de seu cliente em potencial, Abraxas sorriu.
-Nada tão supérfluo. Eu estava brincando. Sabe, é uma brincadeira interna entre nós aqui no Tribunal. Perdoe-me. Veja bem, como o senhor, não temos muita coisa para fazer. Somos advogados. Quando a Estrela da Manhã se revoltou, houve a formação de duas facções: os que permaceram fiéis e os revoltosos. O que poucos sabem, é que houve uma terceira. Poucos sabem porque nenhum dos dois lados gosta de assumir nossa existência. Sabe, ninguém gosta muito de advogados (a não ser quando precisam de nós, o senhor mesmo terá a chance de testemunhar minhas palavras). Enfim, não temos muito o que fazer, fomos banidos do Céu, mas somos mal vistos no Inferno. Por isso, unimo-nos e abrimos um grande escritório no Limbo para que pudéssemos passar o tempo. As causas boas como a do senhor podem nos render quase um milênio de diversão. E então, posso ver o seu processo?

Fim da Parte I

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Das Mensagens que nunca que se perdem

E das coisas que devemos ter sempre em mente.